Se você é descendente de italianos e planeja tirar sua cidadania, precisa ficar atento: o Senado da Itália aprovou oficialmente uma mudança importante. A partir de 2029, o processo de reconhecimento da cidadania por descendência (ius sanguinis) terá novas regras.
A principal novidade é a centralização. Mas o que isso significa na prática? Neste artigo, explicamos as mudanças, os pontos de atenção e como você pode se planejar.
Em 14 de janeiro de 2026, o Senado Italiano aprovou um projeto de lei que muda a forma como o governo lida com os serviços para italianos que vivem fora da Itália.
A proposta foi aprovada com 76 votos a favor e 55 contra. Agora, a lei segue para publicação oficial e começa a valer a partir de 2029.
Esse prazo de três anos serve para que a Itália se organize, criando um novo órgão em Roma, contratando equipes e definindo como será o fluxo de trabalho para receber milhares de processos do mundo todo.
Atualmente, existem dois caminhos principais:
O que muda com a nova lei: A partir de 2029, os consulados não serão mais responsáveis por analisar os documentos. Tudo será enviado para um departamento único em Roma, ligado ao Ministério das Relações Exteriores.
Na prática, as mudanças previstas são:
Muitos especialistas e políticos que defendem os descendentes no exterior estão preocupados. As principais críticas são:
Durante a votação, alguns ajustes foram feitos para beneficiar o cidadão:
Mesmo com a nova lei, a via judicial (feita através dos tribunais italianos) permanece como a alternativa mais vantajosa, segura e rápida. Ao contrário do processo administrativo, que ficará sujeito às filas e à nova burocracia de Roma, o caminho judicial oferece:
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